Resenha: A Culpa é das Estrelas - John Green

domingo, abril 14, 2013




Foto de Melina Souza



"Porque alguns infinitos são maiores que outros"

Sinopse: 


A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.




Opinião:


Bom, eu fiquei um bom tempo adiando o momento de escrever essa resenha, simplesmente porque eu estava em meio a um dilema pessoal: uma parte de mim (a parte ciumenta) não queria falar sobre o livro, não queria sair divulgando por ai todas as sensações e sentimentos provocados por ele. Já outra parte queria falar aos quatro ventos o quão magnifica é esta obra.


“Às vezes, um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, e até que, todos os seres humanos o leiam. E aí tem livros do qual você não consegue falar - livros tão especias e raros e seus que fazer propaganda da sua adoração por eles parece traição.”

 Em primeiro lugar eu estava maluca para ler esse livro, pesquisei tanto sobre ele antes de comprar, vi tantas resenhas, tantas frases... Enfim, eu estava louquinha para lê-lo e tirar a prova por mim mesma se ele era tão bom quanto alguns afirmavam ou se seria tão decepcionante quanto outros disseram.

Como é de se prever; eu fico com o time dos que leram e aprovaram.

O livro superou minhas expectativas, li em muitas resenhas que ele era capaz de fazer você mudar a forma de ver a vida, na hora achei que fosse um exagero, mas depois de terminar a leitura e refletir um pouco percebi que não era. Bom, pelo menos pra mim a mágica funcionou.

Não posso falar exatamente porque o livro mudou meus pensamentos pois eu daria spoilers, mas posso afirmar que ele me fez pensar em fatos que normalmente esquecemos no dia-a-dia e nos faz notar realidades do mundo que nunca percebemos antes (ou nunca demos atenção), mesmo estando diante dos nosso olhos.

Mas principalmente, ele me fez aprender muitas coisas.
Por exemplo: Como os seres humanos são frágeis e ao mesmo tempo tão fortes, que a dor precisa ser sentida, que champanhe tem gosto de estrelas, que balanços podem ser ligeiramente pedofílicos, que nem sempre os ídolos são como nós imaginávamos  que um simples "O.K." pode ter um significado maior do que uma frase como "eu te amo" e que em certos casos, a culpa é realmente toda das estrelas.
É um pouco estranho porque eu não me lembro de ter lido alguma vez na vida um livro em que o vilão fosse o universo (ou as estrelas).
Porque foi exatamente esta a impressão que eu tive depois de terminar a história. Pois na maioria das vezes os livros tem um vilão, ou as coisas acontecem por conta das atitudes dos personagens. Mas neste não, o desfecho é simplesmente inevitável  e você sabe disso, você sabe que nenhuma atitude deles pode mudar os fatos e que nenhum vilão pode ser pego para que eles possam finalmente ter seu felizes para sempre, porque ninguém tem culpa por ter câncer e o câncer também não tem culpa por ser uma doença... Enfim, a única coisa que podemos culpar são as estrelas.



Eu acho que estou enrolando e no fim não estou indo a lugar nenhum, então vamos mudar o rumo.
Vamos aos personagens:
A personagem principal é a Hazel e eu gostei muito dela. Não vou dizer que ela é minha personagem favorita, ou que ela é incrível, mas eu realmente gostei dela, com todas as suas qualidades e defeitos.
Eu gostei muito da sua ironia sobre a própria doença, porque da para perceber que essa é a auto-defesa dela, a forma de falar e refletir sobre seu estado sem parecer estar no fundo da depressão ou na completa amargura, mas também sem ser falsa e ficar repetindo que mesmo doente ela é extremamente feliz e ama sua vida.
Gostei da forma como ela consegue pensar nos pais dela em primeiro lugar.
E da sua personalidade no geral.
Embora eu prefira muito mais a versão dela depois de estar apaixonada pelo Gus.

O Isaac foi outro personagem que eu gostei muito, com o seu carisma e a sua sinceridade eu não me importaria nem um pouco que ele tivesse mais participação na história.
Os pais da Hazel também são ótimos personagens secundários, eles poderiam ter sido mais explorados, mas   fazem um ótimo trabalho na parte que lhes foi designada.

Mas o meu preferido, como era bastante provável: É o Gus
Augustus Waters é simplesmente um dos melhores personagens sobre o qual eu tive o prazer de ler na vida.
Não há como ler sobre o Augustus e não desejar conhece-lo na vida real.
O seu carisma, sua bondade, seu senso de humor e a sua forma sonhadora são simplesmente encantadores.
Você chora, ri, fica feliz, triste, maravilhado... tudo junto com ele.
É inevitável não amar o Gus como personagem e como pessoa.
Na verdade os personagens desse livro são tão únicos e reais, que você não consegue acreditar que eles não existam ou não tenham existido em algum lugar deste mundo.
E por fim.
Vi alguns comentários de pessoas dizendo que acharam o romance do livro meloso. Na minha opinião é justamente ao contrário, para mim o livro começa e termina com o uma incrível amizade acima de qualquer coisa.
É claro que nem tudo é perfeito, teve alguns detalhes que eu também não gostei: como a Hazel pareceu fria ou dura em algumas cenas, o Isaac um pouco dramático de mais, até mesmo o Gus me irritou em algumas partes.
Dificilmente algum dia irei encontrar um livro que me satisfaça por inteiro, sem nenhuma cena ou personagem que eu não goste, ou algo do tipo.
Nada é perfeito, nem mesmo A Culpa é das Estrelas.
Porém isso não afetou minha opinião geral sobre o livro.
É uma história magnifica que vale a pena ser lida.

 "Uma história dolorosamente bela" - School Library Journal

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2 comentários

  1. Oie flor. Cara como ninguém comenta em uma resenha? Isso dá muito desanimo cruzzes.

    Bom eu tbm li esse livro, eu gosto dele, já assisti o filme, masssssss eu gostei serio, mas não foi aquela coisa sabe, foi tipo eu gostei, mas preferi o outro desse autor hahahah

    A história é linda e o Gus se torna um dos meus personagens favoritos, mas ainda prefiro Quem é Você Alasca? hahah

    Bjs bjs e até.

    http://mlivrosmmundo.blogspot.com.br/2014/09/a-culpa-e-das-estrelas.html

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    1. Ainda não li Quem é Você, Alaska? então não posso opinar, mas provavelmente também vou gostar porque amo personagens como a Alaska HSUAHSUAHSU
      O que me encanta em ACEDE por outro lado não é a história em si, mas a digamos "filosofia" que o livro traz. Ainda pretendo fazer um outro post trazendo um analise da obra para explicar aquilo que eu entendi sobre o livro e me deixou encantada.

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